Carneirinho Quatro Olhos
Viva aventuras incríveis
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
A Princesa de Lugar Nenhum - VI
Ao alcançar a metade do caminho de volta para Growns Angel lembrou-se de Angus. Ficou angustiada pensando que aquele homem cruel estava livre para cumprir as ordens insanas de lorde Peet.
- Lorde Campell, eu me esqueci de Angus! – Angel levou uma das mãos até o rosto e inclinou a cabeça na direção do céu, percebendo que a noite fora da fortaleza era tão angustiante quanto dentro dela.
- Eu não me esqueci Angel, não se preocupe agora. – Campell sabia que deveria ter ensinado Angel a matar, deveria ter mostrado na pratica e não apenas na teoria, por mais jovem que fosse era muito habilidosa e quase perdera a vida em combate por não ter estado preparada.
- Ele vai fugir.
- Não vai não, assim que chegarmos vou enviar um contingente para busca-lo. Não vai a lugar algum com aquela perna. Quero tortura-lo, deve possuir informações valiosas.
Angel ficou pensativa, odiava Angus e ela mesma tinha vontade de tortura-lo, mas não se agradava da idéia, certa vez leu sobre o amor em um enorme livro dentro da catedral de St. Charlle, ele ensinava que o amor não se restringia a proteger pessoas das quais se gosta, para compreender completamente o sentido deste sentimento deveria ser capaz de amar e proteger todos, mesmo seus inimigos. Ela não entendia o porque, mas sentia que era o certo.
Ao chegarem na fortaleza Campell falou com os guardas da entrada e logo seis homens montados seguiram calmamente para oeste, na direção da primeira batalha de Angel. Em seu quarto as duas moças que lhe ajudaram de manha aguardavam para despi-la e banha-la, depois a vestiram e Angel estava pronta para deitar-se, mas não conseguia pensar em dormir, seu corpo doía por completo, havia passado por um estresse que nunca havia experimentado antes, seu corpo estava tenso, ela teria que relaxar para conseguir dormir, àquela altura, as coisas estando como estavam, não se importava mais se Campell gostaria ou não, ela iria à catedral.
Angel percorreu todos os caminhos usando seu longo vestido negro e alcançou a catedral, suas portas estavam trancadas, não era a primeira vez que acontecia, ela quebrou um dos vitrais mais baixos e passou cuidadosamente entre os cacos, a catedral estava exatamente como tinha deixado, apesar da porta trancada.
A princesa caminhou lentamente até um dos últimos bancos e se sentou, começou a pensar no homem que havia matado, se lembrou da expressão em seu rosto e do sangue quente em suas mãos, Angel chorou copiosamente durante algum tempo, depois deitou-se no banco e apoiou o rosto na mão direita, algumas lágrimas desciam por seu rosto, ela observava as abóbodas da catedral, os vitrais superiores e pensava se era certo ter matado aquele homem, se seria certo torturar Angus, se seria nobre e assim adormeceu.
No palácio de Liberty lorde Peet se reunia com os outros dois conselheiros, Minores e Thiago, falavam sobre Angel e sobre os relatórios.
- Ela vai acabar notando, não há como não notar. – Dizia Thiago.
- Ela é apenas uma criança, se notar podemos dizer que nos equivocamos e que lhe enviaremos relatórios recentes, relatórios que forjaremos. – Explicou Minores.
- Eu desejaria tê-la em uma bandeja. – Disse Peet. – Ela acredita ser muito esperta, pois bem, veremos.
Os lordes debatiam sobre a princesa quando um mensageiro da enfermaria bateu na porta.
- Entre! – Disse Thiago.
O mensageiro entrou e informou que haviam cerca de quinze homens na enfermaria e que um deles pedia para falar urgentemente com lorde Peet. O lorde conselheiro definitivamente teria problemas com Minores se ele descobrisse que haviam sido enviados cinquenta homens para tirar a vida de Angel, apesar de não gostar da princesa Minores possui métodos muito mais diplomáticos.
- Bem, com licença senhores, tenho que atender ao homem que me clama. – Peet pediu estupidamente desajeitado.
- Sabe de que se trata Peet? – Perguntou Thiago.
- Pelos céus! Como poderia? – Respondeu Peet, atordoado.
- Vá logo e volte o quanto antes, temos muito a decidir. – Minores praticamente ordenara, estava muito aborrecido e não era muito paciente em algumas situações.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
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